Doença é causada por ácaro que vive em aves silvestres.
Saiba o que fazer se apresentar os sintomas.

Moradores de um condomínio no Bairro Lagoa Redonda, em Fortaleza, enfrentam a infestação de pombos no local e adotam medidas para evitar que os animais entrem nas casas. A preocupação dos vizinhos, além da sujeira, é com a transmissão de doenças. A médica dermatologista Izayra Queiroz explica os sintomas e o tratamento de uma doença de pele provocada pelos pombos.

A doença é causada pelo piolho do pombo que, em contato com a pele, pode provocar vermelhidão, coceira e pequenos inchaços, semelhantes a picadas de mosquitos. "Piolho do pombo é um ácaro, que habita as aves silvestres, tanto pombo, pardal e outras aves. Ele transmite uma patologia chamada dermatozoonose, que é alergia a picada de inseto. Essas lesões são semelhantes à picada de formiga", afirma a especialista.

"O paciente chega no nosso consultório com lesões às vezes disseminadas pelo corpo, às vezes localizadas, dependendo da quantidade de piolho que essa pessoa foi picada. Essas lesões causam intensa coceira, e elas ficam muito inchadas, vermelhas. Na maioria das vezes as pessoas que nos procuram no consultório chegam preocupadas porque chegam com lesões disseminadas, realmente. Pra identificar, você precisa pesquisar e interrogar o paciente, porque você não imagina que um pombo pode transmitir essa picadura", indica a médica.

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Tratamento
Primeiro tratamento é preventivo, que é afastar o pombo das habitações. E procurar dermatologista para prescrever a medicação indicada. Nós podemos usar medicações orais, anti-histamínicas, pomadas dermatológicas, mas é interessante procurar o seu dermatolgoista, porque poderá ser semelhante a picada de outros insetos.

Outras doenças
no entanto, pombo também pode transmitir outras patologias mais graves através das fezes, que é a criptococose, doença causada por um fungo (criotococos) e causar até uma meningite. Outra patologia muito grave transmitida pelas fezes do pombo é a histoplasmose, porque as fezes desses pombos podem se contaminar por fungos e bactérias e isso transmitir essas patologias pela aspiração das fezes.

Problemas em condomínio
O sonho de morar em casa se tornou realidade para a advogada Aline Ximenes. O problema é que, quando ela se mudou, se deparou com uma infestação de pombos no condomínio. A maioria deles fica no telhado das casas e nas janelas.

Os pombos estavam incomodando tanto de uns tempos pra cá que a Aline colocou telas de galinheiro na varanda, mais resistentes que as telas comuns. Foi o jeito que ela encontrou para evitar que eles entrassem em casa.

"A primeira medida que eu tomei quando me mudei pra cá foi uma tela mais simples. Eu notei que eles tavam rasgando pra entrar novamente no forro. Então eu comprei a tela de galinheiro, por ser mais resistente e evitasse que eles rasgassem e entrassem no local", diz.

Pelo menos 10 outros moradores do local reclamam do mesmo problema. "A minha preocupação maior com meus filhos é trazer doenças na pele, neurológicas, pulmonares, e realmente estou muito preocupada", diz Aline.

Prefeitura alerta
O gerente da célula de Vigilância Ambiental e de Riscos Biológicos, Nélio Morais, alerta para o problema de infestação de pombos nos meios urbanos, inclusive em Fortaleza. "O pombo encontra na cidade água, abrigo e alimento, tudo que ele necessita pra reproduzir-se intensamente e em uma escala sem controle", diz.

Os danos, além dos problemas à saúde, afeta também os patrimônios públicos, já que as fezes ácidas dos animais corroem estátuas e outros materiais nos prédios. Outro problema são os riscos de acidentes aéreos. Nélio apontou o trabalho em conjunto com a Infraero que vem minimizando o número de pombos no Aeroporto de Fortaleza.

"Os pombos têm que buscar seu alimento de forma natural, tem que se alimentar de inseto, larva de inseto, floração de vegetais, e não outra alimentação, que inclusive faz encurtar a vida. É um erro alimentar os pombos. Nós temos que ter um equilíbrio, e esse equilíbrio natural, a busca natural do alimento, é que vai fazer a compensação desse processo", ressalta.

Sobre como afugentar os animais, o gerente da Prefeitura cita que existem diferentes tipos de repelente no mercado. "São paliativos, mas ajudam. A própria naftalina muitas pessoas usam, ou meios físicos, que você possa impedir acesso, sobretudo arame farpado enovelados, porque eles necessita de uma plataforma fixa, base estável", orienta. Outra atenção é quanto à higiene. "Tem que remover permanentemente essas fezes, mas com segurança, usando jatos d'água, máscaras, óculos e luvas".

Os pombos podem ser mais parecidos com insetos e helicópteros do que com outras aves – pelo menos quando o assunto é manobra aérea. O cientista Ivo Ros, da Universidade Harvard, usou câmeras de alta velocidade para analisar os padrões de voo dos animais enquanto eles faziam um percurso em um corredor.

Devido ao espaço reduzido, os pombos precisaram fazer curvas de 90 graus em baixa velocidade.

Ao estudar as imagens, Ros reparou que para se manterem no ar, os pombos produzem forças aerodinâmicas em uma direção uniforme. Eles redirecionam seus corpos para que elas estejam na direção correta – um comportamento-chave para realizar essas curvas em baixa velocidade.

Nesse ponto, o voo dos pombos é parecido com o do beija-flor, concluiu o estudo publicado na revista “PNAS” nesta semana.

 

Fonte: G1 

Salmonelose é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Salmonella, da família Enterobacteriaceae, sendo que são muitos tipos diferentes de germes nessa “família”. A salmonella é encontrada principalmente nas fezes humanas e animais.

A Salmonelose é transmitida, portanto, através da ingestão de alimentos contaminados por material fecal. Alimentos como aves, leite, carne, ovos, verduras e frutas geralmente contêm a bactéria.

Os sintomas da doença aparecem entre 12 e 72 horas após a contaminação, sendo que a doença costuma durar de dois a sete dias. São sintomas:

- Cólicas abdominais
- Náusea
- Diarréia
- Febre
- Desidratação

Como esses sintomas são comuns em mais de uma doença, o diagnóstico preciso da Salmonelose só pode ser feito através de exame de fezes específico. Descoberta a presença da bactéria, faz-se necessário à cultura das fezes para determinar o tipo específico de germe, e com isso o tipo de tratamento.

Geralmente, não há a necessidade de tratamento específico. A medicação é a de suporte ao paciente, garantindo seu bem estar. Em poucos dias a pessoa se recupera.

Porém, em alguns casos, a salmonelose causa desidratação severa e/ou a infecção atinge outros órgãos além do intestino, sendo necessário, nesses casos, o internamento, com o objetivo da reidratação com soro intravenoso, ou a prescrição de antibióticos.

Raramente a salmonelose pode causar dor nas articulações, urinação dolorosa e irritação nos olhos. É a chamada síndrome de Reiter, que pode durar meses ou anos e ser a causa de uma artrite crônica.

A salmonelose pode ser prevenida através de algumas ações: alimentos de origem animal devem ser consumidos bem – passados, todos os alimentos, principalmente frutas e vegetais devem ser bem lavados para o consumo e deve-se lavar as mãos antes de manusear os alimentos.

Fonte:info escola 

 

A Chlamydophila psittaci é um parasita bacteriano intracelular obrigatório que contém DNA e RNA com parede celular rudimentar que não contém ácido muriático ou peptidoglicano. São reconhecidas a Chlamydophila psittaci e a Chlamydophila trachomatis e C. pneumoniae as quais estão restritas ao homem.

A transmissão ocorre pela dispersão de corpos elementares presentes na “poeira´´ das penas e fezes secas pelo ar. O microrganismo pode sobreviver por períodos logos em fezes e secreções secas. Sua ingestão pode ocasionar infecção das células epiteliais intestinais. Transmissão vertical através do ovo tem sido descrita em algumas espécies como, por exemplo, o pato, periquito, gaivota, e sugerido em perus. O agente pode ser identificado nas fezes até 10 dias antes do aparecimento clinico da doença.

A “clamidia” pode ser encontrada de maneira regular ou intermitente nas fezes, urina, fluido lacrimal, secreção nasal, mucosa oral, leite de papo (pombos). As informações, até o momento, são insuficientes para estabelecermos o período exato em que os animais acometidos podem transmitir a doença. Cabe aqui ressaltar que algumas aves podem ser portadoras assintomáticas do agente e transmití-lo por até um ano para outros animais ou ambiente. Como sempre faço questão de orientar em meus textos, sempre realize consulta com um médico veterinário para avaliar a higidez de seu animal ou do animal a ser adquirido!

Algumas espécies como os cães, gatos, cavalos, porcos e o homem parecem não transmitir a clamídia para membros da mesma espécie. Em contraste, aves infectadas, gado, ovelhas e cabras podem transmitir aos membros de mesma espécie. O estresse pode resultar em sinais clínicos ou aumento da eliminação do microrganismo nos portadores. Além do estresse, outros fatores podem ser incriminados, como possíveis desencadeantes como transporte marinho, super população, e acasalamento.

Há diferenças consideráveis entre os sinais apresentados por espécies diferentes a clamídia. Aves jovens são mais susceptíveis do que os mais velhos. Os papagaios e araras parecem ser mais sensíveis do que os psitacídeos asiáticos e australianos. O período de incubação da clamídia é difícil de ser determinado devido às diferenças de tipos de virulência, variando as respostas clínicas e período de portador sem sintomatologia clínica. O período mínimo de incubação para psitaciformes naturalmente infectados é de 42 dias. Um período de 7 anos foi sugerido para periquitos.

Aves jovens expostas a clamidia com alta virulência apresentam óbito após sintomatologia de infecção sistêmica. Como sinais clínicos temos penas arrepiadas, baixa temperatura corporal, tremores, letargia, conjuntivite, dispnéia, coriza (pombos) e sinusite (periquitos). Emaciação, desidratação fezes amarelo-esverdeadas sugerindo comprometimento hepático, ou acinzentadas com grande quantidade de líquidos. A morte ocorre entre 8 – 14 dias, sendo que uma recuperação espontânea é rara. Psitaciformes ocasionalmente desenvolvem sinais neurológicos, convulsões, tremores, opistótono e paralisia. Os sinais clínicos associados com infecções crônicas e de baixo grau incluem deficiente cobertura de plumagem, emaciação, diarréia e algumas vezes conjuntivite. Pode ocasionar infecção localizada e conjuntivite nos fringilídeos. A conjuntivite e descarga nasal são características de clamidiose nos pombos domésticos. A conjuntivite pode ser o sinal clínico predominante de clamidiose nos patos e gansos infectados.

Ao exame macroscópico podemos observar hepatomegalia, peritonite, aerossaculite, perihepatite, pericardite, broncopneumonia, enterite e nefrose. Esplenomegalia é freqüentemente encontrada. Em machos sexualmente ativos, a clamidia induz a orquite ou epididimite resultando em infertilidade permanente.

A clamidiose é comumente o agente causal de hepatite em psitacídeos. Em exames radiológicos em animais em contato recente com outros animais acometidos pelo agente observa-se hepatomegalia. Tentativa diagnóstica é feita por ELISA de swab fecal, biópsia hepática com pesquisa por Stamp, Giemsa ou Macchiavello´s, por imunofluorescência IFA, fixação de complemento, aglutinação em látex e aglutinação de corpos elementares. Particularmente tenho utilizado a detecção da bactéria Chlamydophila psittaci por ensaio de PCR utilizando iniciadores de oligonucleotídeos específicos e por ensaio com endonucleases específicas. É bom salientar que o resultado do PCR negativo nem sempre indica ausência total de C. psittaci, pois uma ave infectada pode manter o organismo de forma intermitente. Nestes casos deve-se repetir o exame com nova amostra.

C. psittaci de psitacídeos, patos domesticados e perus nos Estados Unidos parece causar as mais severas doenças no homem. Clamidiose em humanos oriunda de animais de vida livre é rara. A clamidiose em humanos pode ser caracterizada por um tipo de gripe incluindo febre alta, dor de cabeça severa, frio, respiração curta e debilidade generalizada. Um caso não tratado evoluiu para uma pneumonia atípica ou sinais neurológicos causados por meningite, além dos produtos tóxicos da lesão renal e hepática. Nos casos crônicos podem ser encontradas insuficiências cardiovasculares e tromboflebites. Aproveitando este último parágrafo salientando o potencial zoonótico da clamidiose, abordarei de forma mais específica este tema tão importante a nossa saúde nos parágrafos seguintes.

O termo mais comumente encontrado na linguagem popular e literária é psitacose. A psitacose resulta tipicamente da exposição a aves infectadas com a Chlamydophila psittaci. A infecção geralmente se desenvolve através da inalação do organismo em forma de aerossol de fezes secas ou secreções respiratórias de aves infectadas. Outras formas de infecção são alimentação de aves com alimentos diretamente da boca do proprietário, manipulação de plumagem e tecidos contaminados. A contaminação homem-homem tem sido proposta, mas ainda não foi confirmada.

O período de incubação varia entre 5 e 14 dias, mas períodos mais longos já foram confirmados e publicados. O paciente apresenta fraqueza inaparente até severa pneumonia. Antes da identificação deste agente, 15 a 20% dos humanos infectados morriam, contudo menos de 1% dos humanos infectados nos dias de hoje, que receberam ou recebem tratamento adequado, vem a falecer. Humanos com infecção sintomática têm febre aguda, tremores ou calafrios, dor de cabeça, mal estar e mialgia. Geralmente desenvolvem tosse não produtiva acompanhada de dificuldade respiratória. O diagnóstico diferencial deve incluir Coxiella burnetti, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydoplila pneumoniae, Legionella sp e viroses respiratórias como a influenza. O agente ainda pode acometer, além do trato respiratório, outros órgãos sistêmicos e ocasionar endocardite, miocardite, hepatite, artrite, ceratoconjuntivite, e encefalite. Falência respiratória, trombocitopenia, hepatite, e morte fetal têm sido descritos em mulheres grávidas com clamidiose.

As recomendações para minimizar os riscos de contágio da infecção quando em contato com aves suspeitas ou positivas para clamidiose aviária podemos citar a orientação de leigos quanto aos riscos, utilização de luvas, roupa, gorro e mascara de alta eficiência (N95) quando realizar a limpeza das gaiolas ou manuseio das mesmas.
Máscaras cirúrgicas não são eficazes! Quando há necropsia, os cuidados devem ser redobrados incluindo o umedecimento das carcaças com detergente e água para prevenir os aerossóis e partículas infectantes, agravado pelos ventiladores ou circuladores de ar ligados.
Manter registro ou arquivo preciso das negociações das aves tidas como sãs. O registro deve conter data de compra, espécie, fonte ou criatório, e qualquer descrição que seja relevante. O nome, endereço, telefone dentre outros dados devem se fazer presentes.
Isolar as aves recém adquiridas por 30 a 45 dias e testes laboratoriais.
Praticar medicina preventiva, como evitar que as aves tenham contato umas com as outras e transferência de material de uma gaiola para outra, utilizar fundo de gaiola ou substrato adequado para sua manutenção, ventilação adequada para prevenir a permanência de aerossóis em suspensão, não utilizar aspirador de pó durante a limpeza.
Animal Exótico

O que é Histoplasmose?
Histoplasmose é uma infecção causada pela inalação de esporos de um fungo que é encontrado frequentemente em fezes de pássaros e de morcegos. A histoplasmose é mais comumente transmitida quando esses esporos se espalham pelo ar, muitas vezes durante a limpeza ou demolição de projetos.

 

Solo contaminado por fezes de pássaros ou morcegos também podem transmitir a histoplasmose, por isso, agricultores, paisagistas e outros profissionais que trabalham com a terra correm maior risco de contaminação.

 

A maioria das pessoas com histoplasmose nunca desenvolvem sintomas e não sabem que estão infectadas. Contudo, para algumas pessoas, especialmente crianças e quem tem o sistema imunológico comprometido, histoplasmose pode ser grave.

Os pulmões, sistema gastrointestinal e nervoso central podem ser afetados pela histoplasmose. Felizmente, existem tratamentos até para as formas mais graves da doença.

 

Tipos
Histoplasmose aguda ou a curto prazo: Esse tipo geralmente é leve e raramente causa complicações. A maioria das pessoas infectadas por esta doença não desenvolve sintomas.

 

Histoplasmose crônica ou a longo prazo: Este tipo de doença é menos frequente do que a aguda. Em pessoas com o sistema imunológico comprometido, este tipo pode ser um risco à vida.

Causas
O causador da hitoplasmose é o fungo Hitoplasma capsulatum. Este fungo é frequentemente encontrado nas fezes de pássaros ou morcegos. Quando os esporos destes fungos microscópicos são inalados, algumas pessoas desenvolvem a hitoplasmose que é semelhante à pneumonia. Não são todos que inspiram os esporos que desenvolvem a doença. Os esporos podem se espalhar pelo ar em projetos de demolição em áreas que contêm morcego ou excrementos de pássaros. Os esporos podem viajar centenas de metros.

Fatores de risco
As chances de desenvolver sintomas de hitoplasmose é maior de acordo com o aumento do número de esporos que são inaladas. Portanto, algumas profissões aumentam o risco de contágio, são elas:

Agricultores
Trabalhadores de controle de pragas
Avicultores
Trabalhadores da construção
Paisagistas e jardineiros
Trabalhadores de demolição.
Pessoas com maior risco de infecção severa
A maioria das pessoas expostas a histoplasmose não irão desenvolver sintomas. Contudo, o risco de infecção grave é maior se você tem o sistema imunológico comprometido. As condições associadas com baixa imunidade são:

 

 

Ser uma pessoa muito jovem ou muito velha
Ter HIV ou AIDS
Tomar medicamentos anti-inflamatórios fortes como os corticosteroides
Realizar quimioterapia para o câncer
Tomar inibidores de TNF para condições como a artrite reumatóide
Tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição de transplantes.


Sintomas de Histoplasmose
A maioria das pessoas não desenvolve sintomas. Contudo, quando os sintomas aparecem, os mais possíveis são:

Febre
Tosse seca
Dor no peito
Dor nas juntas
Inchaço vermelho nas pernas.
Em casos mais severos, os sintomas são:

Suar muito
Falta de ar
Tosse com sangue.

 

Quando já está disseminada a histoplasmose causa inflamação e irritação. Os sintomas podem incluir:

Dor no peito, causada por inchaço ao redor do coração
Febre alta
Torcicolo e dores de cabeça, inchaço ao redor do cérebro e da medula espinhal.
Diagnóstico e Exames
Buscando ajuda médica
Entre em contato com o seu médico se desenvolver sintomas semelhantes aos da gripe após ser exposto a excrementos de pássaros ou morcegos, especialmente se você tem um sistema imunológico enfraquecido.

Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar uma histoplasmose são:

Clínico geral
Infectologista
Pneumologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Quando você começou a sentir os sintomas?
Seus sintomas tem sido contínuos ou ocasionais?
Quão grave são os seus sintomas?
Você trabalha ao ar livre?
Você já passou um tempo prolongado em áreas com grandes populações de aves?
Você já passou algum tempo em cavernas? Ou outras áreas onde os morcegos possam se reunir?.
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para histoplasmose, algumas perguntas básicas incluem:

Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?
Como eu poderia ter contraído esta infecção?
Que tipos de exames eu preciso fazer? Será que esses exames requerem qualquer preparação especial?
Será que esta infecção ficar melhor por conta própria, ou que eu preciso de tratamento?
Quais são os tratamentos disponíveis, e que você recomendaria?
Quais são os tipos de efeitos colaterais posso esperar do tratamento?
Existem alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
Eu tenho outros problemas de saúde. Como posso melhor gerenciá-los juntos?
Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você me prescreveu?
Eu posso ficar infectado novamente?
Há algum material impresso que eu possa levar para casa comigo? Quais sites você recomenda visitar?.
Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Histoplasmose
Os exames para diagnosticar a hitoplasmose geralmente são reservados para pessoas que estão com uma infecção grave. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode realizar testes de sangue ou urina. Estes exames verificaram se há anticorpos ou outras proteínas que indicam contato prévio com histoplasmose. Seu médico também pode levar amostras de urina, escarro ou de sangue para fazer um diagnóstico preciso. No entanto, pode levar até seis semanas para obter resultados.

Você pode precisar de outros exames, dependendo das partes do seu corpo que foram afetadas. O seu médico pode fazer uma biópsia, amostra de tecido, do seu pulmão, fígado, pele ou de medula óssea. Você também pode precisar de um raio-X ou tomografia computadorizada (TC) do seu peito. O objetivo destes testes é determinar se são necessários tratamentos adicionais para corrigir eventuais complicações.

Tratamento e Cuidados
Tratamento de Histoplasmose
Se você tiver uma infecção leve, você provavelmente não vai precisar de tratamento. O seu médico pode apenas pedir que você descanse e tome um medicamento sem necessidade de prescrição médica para controlar os sintomas.

Se você tiver dificuldade para respirar ou estiver infectado por mais de um mês, o tratamento pode ser necessário. Normalmente é dado um medicamento antifúngico oral, mas pode ser necessária a terapia intravenosa. Os medicamentos mais usados são:

cetoconazol
anfotericina B
itraconazol.
Algumas pessoas podem ter de tomar medicação antifúngica por até dois anos.

Convivendo (prognóstico)
Complicações possíveis
A histoplasmose pode causar uma série de complicações graves, mesmo em pessoas saudáveis. Para crianças, idosos e pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, os problemas potenciais são muitas vezes com risco de vida. Complicações podem incluir:

Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). A doença pode danificar os pulmões ao ponto de que ele encha de fluído. Isso impede a troca de ar eficiente e pode reduzir os níveis de oxigênio no sangue
Problemas de coração. A capacidade do coração de bombear sangue o suficiente pode ser comprometida
Insuficiência adrenal. A histoplasmose pode prejudicar suas glândulas supra-renais, que produzem hormônios que dão instruções para praticamente todos os órgãos e tecidos em seu corpo
Meningite. A histoplasmose pode causar uma condição grave chamada meningite. A meningite ocorre quando as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal ficam infectadas.

Histoplasmose tem cura?
Pessoas com sintomas leves de histoplasmose geralmente se curam por conta própria, sem tratamento. Em casos mais graves, o prognóstico é bom para aqueles que recebem o tratamento adequado. Certas pessoas vão experimentar infecções recidivantes e podem necessitar de tratamento a longo prazo com medicamentos antifúngicos. A histoplasmose pulmonar crônica tem uma taxa de mortalidade de até 50% se o tratamento não é feito e 28% caso seja realizado. A histoplasmose disseminada tem um prognóstico ruim quando não tratada.

Prevenção

É difícil evitar a exposição ao fungo que causa a histoplasmose. Mesmo assim, algumas atitudes diminuem o risco de infecção:

Evite a exposição. Se o seu sistema imunológico está comprometido, evite obras ou qualquer outro local que permita contato com o solo que possa estar contaminado. Da mesma forma, exploração de cavernas e criação de aves, como pombos e galinhas, não são aconselhados. -Pulverize o solo contaminado. Antes de trabalhar em ou cavar o solo que pode abrigar o fungo que causa a histoplasmose, pulverize-o com água. Isso pode ajudar a prevenir os esporos de ser liberado para o ar. A pulverização de galinheiros e estábulos antes de limpá-los também pode reduzir o risco e contágio;Use uma máscara facial eficaz. Uma das melhores maneiras de se proteger desta doença se você tem que trabalhar em áreas contaminadas ou em cavernas conhecidas por abrigar morcegos é usar uma máscara de proteção.

fonte: minhavida

 

É uma doença infecciosa, micose sistêmica, causada pelo fungo leveduriforme Cryptococcus neoformans. Também conhecida por “Torulose”, “Blastomicose Européia” e “Doença de BusseBuschke”.

Ocorre no mundo todo, acomete mamíferos domésticos (gatos e cachorros, por exemplo), animais silvestres e o ser humano, causando alterações no trato respiratório e sistema nervoso central. A doença tem maior frequência em caninos e felinos.

O fungo desta doença tem seu modo de incubação desconhecido, está presente em frutas, mucosa oronasal de animais, pele de animais e seres humanos e, principalmente, no solo contaminado por fezes de aves (pombos são os principais), permanecendo viável por até dois anos ao acometimento cerebral.

Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?

O clínico geral e, para animais, o veterinário. O diagnóstico é feito através de observação clínica e de vários testes laboratoriais, que podem ser:

O diagnóstico definitivo é obtido com base na identificação do agente por citologia e cultura de fluídos corporais (exudato nasal e fluído cérebroespinhal), além de tecidos, pele, unhas e nódulos linfáticos.

Como identificar? Quais são os sintomas?
O fungo da criptococose possui tropismo pelo sistema nervoso central e se manifesta, geralmente, como meningite criptococócica (o sintoma mais grave) nos seres humanos, sendo que a principal responsável por esse fator é a queda da imunidade celular.

Porém, outros tecidos podem ser afetados, sendo que a resposta tecidual varia muito. Nos indivíduos que se encontram imunossuprimidos, geralmente há o crescimento de massas de consistência gelatinosa do fungo nos tecidos.

Nos animais, a ocorrência é similar a dos humanos, os mais afetados são os imunossuprimidos. Alguns fatores associados à criptococose em animais são: debilidade, desnutrição, uso prolongado de corticoides e algumas infecções virais.

Os sintomas da criptococose dividemse em 4 grupos de síndromes, que podem estar associadas ou isoladas em um mesmo indivíduo:

Síndrome respiratória
Esta síndrome ocorre com mais frequência em felinos domésticos, sendo observada nesses animais a formação de massas firmes ou pólipos no tecido subcutâneo, especialmente na região nasal (“nariz de palhaço” ); os cães podem apresentar tosse. Outros sintomas são:

Corrimento nasal (mucopurulento, seroso ou sanguinolento).
Dispneia inspiratória.
Espirros.
Estertores respiratórios.
Síndrome neurológica


O sistema nervoso central e os olhos são os mais afetados. Esta síndrome manifestase nos cães sob a forma de meningoencefalite, e os sintomas vão depender do local da lesão. Os sintomas são:

Depressão.
Desorientação.
Vocalização.
Diminuição da consciência.
Ataxia.
Andar em círculos.
Espasmos.
Paresia.
Paraplegia.
Convulsões.
Anisocoria.
Dilatação da pupila.
Diminuição da visão.
Cegueira.
Surdez.
Perda de olfato.
Síndrome ocular
Os sinais clínicos mais observados são: uveíte anterior, coriorrenite granulomatosa, hemorragia da retina, edema papilar, neurite óptica, midríase, fotofobia, blefarospasmo, opacidade da córnea, edema inflamatório da íris e/ou hifema e cegueira.

 

Síndrome cutânea
Acomete, especialmente, os felinos, sendo que as lesões de pele encontramse, principalmente, na cabeça e pescoço desses animais. Essas lesões correspondem a ulcerações, que podem ser no focinho, na língua, no palato, na gengiva, nos lábios e nas patas.

Em humanos, o sorotipo A é mais frequente no Brasil, sendo caracterizado pelo acentuado dermotropismo. Quando há criptococose sistêmica, as lesões na pele são observadas em 10% a 15% dos casos; a doença está relacionada diretamente à imunidade do paciente e pode ocorrer nas formas: pulmonar ou disseminada.

A criptococose cutânea primária é a mais rara, mas pode acontecer em casos de inoculação direta do fungo na pele. Entre os sintomas que acometem os humanos estão:

Corrimento nasal.
Confusão mental.
Dispnaia.
Dor de cabeça.
Dor no peito.
Espirros.
Febre.
Fraqueza.
Meningite (considerado o pior sintoma da criptococose).
Náuseas.
Nódulos pulmonares.
Rigidez na nuca.
Sensibilidade a luz.
Suor noturno.
Vômitos.
Em equinos e ovinos já foram descritos casos de criptococose cursando com alterações respiratórias como rinites, sinusites, granulomas e pólipos nasais ocluindo parcialmente a via respiratória.

Em equinos, casos de encefalite, meningites e aborto também já foram descritos. Em bovinos, a infecção por Cryptococcus spp está relacionada à mastite com tumefação do úbere e aumento dos linfonodos supramamários. Embora já tenha sido descrito um caso de meningoencefalite criptococócica em bovino.

Em seres humanos, a criptococose pode ocorrer na forma disseminada ou pulmonar:

Disseminada
Relacionase à ocorrência de meningoencefalite (ME) e ocorre em mais de 80% dos casos, seja na forma isolada ou associada ao acometimento pulmonar. A ME subaguda ou crônica causa comumente cefaléia occipital, inicialmente intermitente.

A ocorrência de febre é variável e com a progressão da doença ocorre redução ou perda da visão, hipertensão craniana e hidrocefalia. As lesões focais únicas ou múltiplas no SNC, simulando neoplasias, associadas ou não ao quadro meníngeo, são observadas no hospedeiro imunocompetente.

As manifestações ósseas ocorrem em 5% dos casos e atingem principalmente vértebras, pélvis, crânio e costela. Nas manifestações cutâneas ocorrem em 10%, apresentandose como pápulas, celulite ou ulcerações com drenagem de exsudato purulento rico em estruturas fúngicas.

Pulmonar
A segunda mais frequente após o acometimento do sistema nervoso central. O complexo primário pulmonarlinfonodo, à semelhança da tuberculose e da histoplasmose, pode ser assintomático e com potencial risco de disseminação em presença de imunodepressão.

A criptococose pulmonar regressiva é decorrente da infecção primária ou de reinfecção exógena, as quais normalmente passam desapercebidas, sendo diagnosticadas casualmente em exame histopatológico. A criptococose pulmonar progressiva é caracterizada pela presença de nódulos císticos repletos de leveduras e com mínima reação inflamatória do parênquima pulmonar.

Seus sintomas variam, inespecíficos e muitas vezes escasso, entretanto, podem ser observados: tosse, escarro mucóide e dor torácica.

O que causa?
A infecção ocorre pela via aerógena, através da inalação de esporos do fungo, que resulta em uma infecção primária do sistema respiratório, afetando principalmente a cavidade nasal. Após a infecção, o fungo pode espalharse através da circulação sanguínea ou linfática.

A patogenia causada pelo fungo vai depender de fatores divididos em dois grupos: o primeiro relacionado com as características do estabelecimento da infecção e capacitação de sobrevivência no hospedeiro, e o segundo relacionase aos fatores de virulência, refletindo no grau de patogenicidade.

Tratamento da Criptococose em humanos
Em pacientes imunocompetentes e imunocomprometidos em infecções disseminadas, utilizase a anfotericina B, juntamente com a 5flucitosna. Como remédios, o médico poderá indicar:

Como prevenir? É transmissível?
Não há registros de transmissão de animais para animais ou para homens. A principal fonte de transmissão desta doença é a população de pombos, assim, a melhor estratégia de prevenção é o seu controle.

Também evitando o contato direto com as fontes causadoras da doença, principalmente os pombos, alguns cuidados essenciais:

Evitar alimentar pombos.
Se houver necessidade de trabalhar com aves, utilizar máscaras e luvas;
Utilizar água e cloro para lavar as fezes dos pombos presentes nos locais em que se frequenta.

A criptococose atinge o mundo todo e ainda não existem medidas preventivas específicas, apenas atividades educativas relacionadas ao risco de infecção. Não há necessidade de isolamento dos doentes. As medidas de desinfecção de secreção e fômites devem ser as de uso hospitalar rotineiro.

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Cinzas, brancos, pretos ou marrons, eles se empoleiram nos prédios, nos muros e nos postes, às vezes deixando cair algumas penas velhas, às vezes derrubando uma carga mais incômoda.

Mas há algo estranho nos pombos. Eles se mostram para nós em sua nobreza ou sua sujeira, em suas brincadeiras ou em seus ataques. Mas nunca vemos seus bebês.

E levando em conta a absurda abundância de pombos no mundo, só nos resta perguntar por quê.

A resposta está na própria origem dessa ave. Os pombos da espécie Columba livia domestica, que habitam nossas cidades, descendem do pombo-comum (ou pombo-das-rochas). Os dois são essencialmente o mesmo pássaro.

E, mesmo sendo bastante independentes e cosmopolitas, em matéria de reprodução os pombos urbanos ainda são bem discretos ao montar seus ninhos.

O pombo-das-rochas gosta de fazer o ninho nas saliências de penhascos. "Em seu estado natural e selvagem, esse animal vive nos rochedos mais altos próximos ao mar, vivendo em pequenas cavernas a maior parte do ano", explicou o zoólogo William Yarrell no livro A History of British Birds (História dos pássaros britânicos, em tradução livre).

No século 19, ornitógolos observaram que a espécie era bastante numerosa e se reproduzia nas rachaduras dos rochedos. "Mas os ninhos são montados em lugares tão profundos que é impossível alcançá-los".

Interação com humanos

Pombo jovem pode ser identificado por não ter manchas verdes e roxas no pescoço
Há milhares de anos, quando o ser humano passava mais tempo em cavernas, ninguém teria se assustado com a visão de um bebê pombo. Aliás, uma escavação em Gibraltar revelou que o homem de Neandertal gostava de comer pombos antes mesmo de o ser humano moderno chegar à Europa.

Muito tempo depois, quando os neandertais desapareceram e o Homo sapiens assumiu o controle do lugar, eles também se alimentavam de carne de pombo. Por isso, na pré-História, é possível que os filhotes estivessem no cardápio.

Hoje, no entanto, na falta de penhascos rochosos e cavernas sombrias em nossas cidades, o pombo precisa se virar, construindo seu ninho em qualquer lugar mais abrigado e escondido que encontrar – como torres de igrejas, prédios abandonados ou pontes.

Como não entramos nesses espaços com frequência, nem sempre vemos o conteúdo de um ninho de pombo.

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Ninho, doce ninho


Mas e os pombos jovens que acabaram de emplumar? Sim, esses estão por toda parte, mas não são fáceis de serem identificados. Isso porque os filhotes permanecem no ninho por um longo período. Entre sair do ovo e criar penas, o pombo bebê leva mais de 40 dias – o dobro do tempo da maioria dos passarinhos.

Nesse período, os pais alimentam os filhotes com o "leite de papo" regurgitado, rico em proteínas e gorduras. Quando os bebês finalmente alçam voo e saem do ninho, eles estão grandes e virtualmente difíceis de se distinguir dos adultos.

Um observador mais atento pode, no entanto, identificar um pombo jovem e recém-saído do ninho. Esses animais geralmente não apresentam manchas verdes e roxas em torno do pescoço. E têm a cera, uma estrutura mole do bico, mais acinzentada, em vez do branco dos adultos.

Apesar de os bebês pombos serem raros, algumas pessoas conseguem vê-los.

Os humanos que não foram agraciados pela natureza com um bom-senso de direção agora têm motivos de sobra para sentir inveja dos pombos. Um estudo da Faculdade de Medicina Baylor, em Houston (EUA), publicado na prestigiada revista “Science”, identificou neurônios nos cérebros dessas aves, que são capazes de decodificar a direção e a intensidade do campo magnético da Terra. Essa habilidade faz com que esses animais desenvolvam uma espécie de GPS natural dentro de suas cabeças, capaz de apontar as direções norte e sul e de identificar as longitudes geográficas. Algumas pesquisas já sugeriam que as aves são dotadas de receptores de ondas magnéticas nos olhos, ouvidos e bicos. Outros estudos também já haviam localizado as regiões do cérebro envolvidas na tradução desses sinais para orientações espaciais concretas. Mas até agora os cientistas ainda não haviam identificado as células cerebrais exatas que decodificam essas informações.

Para desvendar o mistério, os pesquisadores usaram um aparelho para anular o campo magnético natural da Terra e criaram um campo artificial dentro de um cômodo. Depois, colocaram sete pombos dentro desse quarto. Conforme manipulavam os ângulos e a magnitude desse campo, os pesquisadores observaram respostas em 53 células cerebrais das aves. Essas respostas neuronais determinam a posição e a direção de voo dos animais, como se formassem um mapa mental. Não é de se estranhar que os pombos tenham sido usados como mensageiros na antiguidade e até durante a Segunda Guerra Mundial. Eles eram deslocados até um determinado local ­­­e depois usados para transportar cartas ao seu local de nascimento, já que eles possuem a habilidade de encontrar o caminho de casa.

David Dickman, autor da pesquisa, acredita que nós, humanos, podemos nos beneficiar do seu trabalho com as aves. Ele já está desenvolvendo – em parceria com a Universidade Rice, também em Houston – um novo tipo de sistema de posicionamento e localização, baseado no conhecimento gerado por esse tipo de pesquisa. “Esperamos conseguir criar um protótipo em breve”, disse o pesquisador em entrevista à ISTOÉ. Segundo Dickman, ainda há algumas dificuldades a serem superadas, como mascarar os ruídos de outras fontes de energia, que podem perturbar o campo magnético terrestre. Também é necessário aumentar a sensibilidade do sistema para que pequenas distâncias possam ser cobertas. “Mas temos esperanças de que funcione”, conclui.

fonte:Isto é

Na semana passada um comerciante da Avenida Atlântica discutiu com um morador que estava distribuindo milho aos pombos que circulam na área porque a proliferação dessas aves coloca em risco a saúde das pessoas.

O comerciante disse ao Página 3 que as aves -que ele chama de “ratos com asas”-, avançam por entre as mesas do seu restaurante trazendo riscos a funcionários e clientes.

Soltos na natureza os pombos são inócuos, mas no ambiente urbano eles transmitem doenças, em especial através das fezes.

Quando recebem alimentos de moradores eles se reproduzem mais, aumentando esses riscos.

Dias atrás começou a vigorar na cidade de São Paulo lei que prevê multa de R$ 200,00 para quem alimentar ou vender alimentos para pombos em via pública.

Balneário Camboriú não tem uma contagem sequer aproximada da população de pombos, nem qualquer programa oficial para controle ou erradicação.

Eles se distribuem pela areia e calçadas da praia central, além de outras áreas do Centro.

O controle e até a erradicação de pombos são previstos em lei porque a espécie é nociva aos humanos, mas os órgãos ambientais relutam em conceder autorização para abate evitando incômodos com ONGs de proteção animal.

Dessa forma o caminho mais fácil é o controle, como foi feito no Porto de Imbituba que em três meses reduziu pela metade a população de pombos, capturando-os e encaminhando-os a viveiros.

O responsável por este trabalho naquele porto, Kevin Bugs Vaz, da empresa Agent Prag, disse que são empregadas aves de rapina e gaiolas, mas enquanto falcões capturam 10 pombos por mês, com as gaiolas são capturadas cinco vezes mais, basta atraí-las com milho.

A coordenadora do Centro de Controle de Pragas Urbanas da prefeitura de Balneário Camboriú, Geosi de Lima de Matos, disse que existe o trabalho de educação ambiental e a promotoria foi procurada devido a um cidadão que insiste em alimentar pombos.

Afirmou também que um projeto para multar quem alimenta as aves foi aprovado no Conselho de Proteção Animal, mas inexiste estudo para eliminação das aves, apenas outras formas de manejo.

A reportagem constatou que o projeto de lei não chegou à Câmara de Vereadores e as outras formas de manejo, se existem, não deram resultado.

Pombos: conheça os riscos que eles trazem para a saúde

Fonte: Ministério da Saúde.

Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios.

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los.

Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar seqüelas, destacando-se:

- salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;

- criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

- histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

- ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;

- meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Medidas de controle:

- retirar ninhos e ovos;

- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;

- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;

- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;

- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;

- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;

- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;

- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;

- nunca alimentar os pombos.

É importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.

 

fonte:pagina3

 

Os pombos são animais muitos frequentes em qualquer cidade, mas podem ser um perigo para a saúde humana, uma vez que conseguem transmitir várias doenças, conhecidas como zoonoses, como a criptococose ou a salmonelose, por exemplo.

No entanto, a transmissão deste tipo de doenças acontece principalmente através dos excrementos e, por isso, embora não seja necessário eliminar os pombos, é preciso ter cuidado para evitar o contato directo com as fezes. Além disso, é importante que as cidades façam uma limpeza adequada das fezes, já que, quando secam, podem transformar-se em partículas e deste modo podem ser inspiradas através do nosso sistema respiratório.

As principais doenças transmitidas pelos pombos são:

1.Criptococose

A criptococose é uma das principais doenças transmitidas pelos pombos urbanos e é causada por um fungo que vive e se desenvolve nas fezes. Quando esse fungo é respirado, primeiro afecta os pulmões, mas depois pode espalhar-se pelo organismo e até causar um tipo grave de meningite.

Possíveis sintomas: os mais comuns incluem sensação de falta de ar, espirros constantes, coriza, fraqueza e dor pelo corpo todo.

O que fazer: deve-se ir ao posto médico para confirmar o diagnóstico, uma vez que os sintomas são semelhantes a muitas outras doenças, inclusive gripe. Normalmente o tratamento desta infecção é feito com o uso de remédios antifúngicos.

2. Salmonelose

Embora a salmonelose seja mais frequente após a ingestão de alimentos mal lavados ou mal preparados, a transmissão da bactéria Salmonella também pode ocorrer devido aos excrementos dos pombos. Isso acontece porque, quando as fezes secam e transformam-se em partículas, podem ser transportadas pelo vento, contaminando eventualmente frutas e vegetais que, se não forem bem lavados, podem contaminar o corpo.

Possíveis sintomas: podem incluir náuseas e vómitos por mais de 24 horas, diarreia intensa, febre baixa e dor de barriga constante.

O que fazer: na maioria das vezes os sintomas melhoram após 3 dias, sendo apenas recomendado ficar de repouso em casa, fazer refeições leves e beber muita água. Porém, se os sintomas não melhorarem, deve-se deslocar ao médico.

3. Encefalites virais

Os pombos são um dos reservatórios mais importantes para vírus como o vírus do Nilo Ocidental ou da encefalite de São Luis. Estas doenças podem infectar o sistema nervoso e causar diferentes sintomas, incluindo perda de consciência e risco de morte. Este tipo de encefalites são transmitidas pelos mosquitos que, após picar os pombos, podem picar os humanos e passar o vírus.

Possíveis sintomas: variam de acordo com o vírus e gravidade, no entanto, sintomas frequentes são forte dor de cabeça, febre alta e convulsões, por exemplo.

O que fazer: é recomendado ir imediatamente ao posto médico para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente inclui o uso de antipiréticos, como o Paracetamol e anticonvulsivantes.

4. E. coli

A E. coli, também conhecida como Escherichia Coli, é uma bactéria que vive no intestino dos humanos, mas que também está presente em grande quantidade nas fezes dos pombos. Para evitar este tipo de infecção é importante lavar as mãos depois de estar num ambiente com pombos, como parques e praças, por exemplo.

Possíveis sintomas: é frequente surgir dor abdominal, cansaço excessivo, náuseas, vómitos e diarreia.

O que fazer: em muitos casos, esta infeção pode ser tratada em casa com repouso, ingestão de água e alimentação adequada. Porém, se os sintomas forem muito intensos, se piorarem ou se surgirem em crianças ou idosos, é importante ir ao posto médico para análise especializada.

5. Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença muito associada às fezes dos gatos, mas que também pode ser transmitida pelas fezes de pombo. Embora em pessoas saudáveis o parasita desta doença não cause qualquer sintoma, em pessoas com o sistema imune enfraquecido, como grávidas, idosos ou crianças pode causar um infecção generalizada.

Possíveis sintomas: são muito semelhantes aos sintomas gripais, incluindo febre, dor muscular generalizada, cansaço, entre outros. O que fazer: quando existe suspeita de toxoplasmose deve-se consultar os profissionais de saúde adequados.

 

 Desde a internação de cinco pacientes no Hospital de Base por criptococose, popularmente conhecida como doença do pombo, a capital federal ficou em alerta para a disseminação do fungo. A letalidade da enfermidade no DF se assemelha a índices registrados no continente africano: chega a 40%, segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz. Aqui, quatro a cada 10 pacientes morrem depois de contaminados. A pesquisa estima que ocorrem, em média, 20 casos por ano no DF. Como o mal não é de notificação compulsória, ou seja, de registro obrigatório pela Secretaria de Saúde, os casos de adoecimento podem ser ainda mais volumosos.